terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Carta aos donos dos cães acorrentados I

Uma belissíma carta para ser divulgada. Bate em nossos corações como uma onda avassaladora.
Vamos divulgar esta carta, vamos conscientizar à todas pessoas que todo ser vivo merece respeito, que eles sentem dor, angústia, medo, frustação e todos e quaisquer sentimentos que o seres humanos os têm.
Leia, divulgue, desperte para vida!!!

 "Querido dono,

 Consegui que escrevessem esta carta por mim. Nem sabes a alegria que
 sinto em por poder me comunicar contigo. Todos os dias, desde aquele
 dia longínquo em que me colocaste a corrente no pescoço e me prendeste
 neste espaço, eu sonho que venha me visitar e fazer festinhas como
 fazias quando eu era um bebê. Eu sonho que venha conversar comigo, não
 entendo muito bem o que me diz, mas nem imagina como adoro ouvir o som
 da tua voz!
 Eu sei que fiz algo de errado, senão certamente não me terias colocado
 aqui. Desculpa! Não quero ser exigente mas começa a doer ter esta
 corrente atada ao meu pescoço. Ás vezes tenho o pescoço dormente, e
 outras vezes tenho muita comichão e nem consigo coçar! Sinto o seu
 peso todos os dias, o peso da solidão que me prende.
 Tenho vontade de esticar as pernas e correr e como eu gostava de poder
 fazer isso contigo. Adorava que me atirasse uma bolinha, aí eu podia
 mostrar como sou rápido, correr e como a trazia rapidamente para lhe
 agradar. Gostaria de poder ver o que tu vês, o mundo lá fora, e ver
 outros como eu.
 Ás vezes tenho sede e alguma fome mas eu aguento em silêncio porque
 sei que assim que pode vem cá dar-me comida e água, sei que fazes o
 que podes, eu não quero incomodar, mas sabe, por vezes gostava de ter
 um pouco da tua companhia.
 Sei que talvez alguém te tenha dito que eu não tenho sentimentos, mas
 olha que é mentira! Nem imaginas quanta alegria sinto quando alguém me
 toca ou se dirige a mim. Nem sabes quanta tristeza e solidão pesa em
 mim nas longas horas que não vejo ninguém. Nem sabes o medo que por
 vezes sinto no Inverno aqui sozinho, e tenho tanta vontade de estar
 perto de ti.
 No outro dia passaram aqui umas pessoas estranhas e puseram-se a olhar
 cá para dentro e a apontar para mim, riam e atiravam umas pedras na
 minha direção. Queriam vir fazer-te mal. Acertaram-me com uma na pata
 e ontem não consegui levantar-me , mas eu afugentei-os logo com o meu
 ladrar. Eu não quero que ninguém te venha fazer mal…e não quero que te
 zangues comigo, eu prometo fazer o melhor por ti.
 Eu sou o teu amigo mais fiel, nunca te irei trair, não guardo rancor,
 e não tiro nunca o lugar de ninguém, será que tens mais amigos assim

 no teu mundo? Só queria um pouco mais da tua atenção e amor, uma cama
 quente no inverno, um local fresco no verão e o teu cheiro a entrar-me
 nas narinas todos os dias, seguido de um sorriso e uma festa no meu
 velho lombo.
 Eu sei que um dia tu irás chegar aqui e tirar a corrente, e dar-me
 tudo isto, até lá eu fico quieto á espera. Só não demores muito meu
 dono, porque estou a ficar velho e começo a ver e ouvir mal. Faltam-me
 forças e não quero ir, sem viver um pouco contigo.
 do teu cão”
 Se virem um cão aprisionado, imprimam esta carta e coloquem na caixa
 do correio dos donos. Em nome de todos os “cães”,

Obrigado."

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